quarta-feira, 1 de outubro de 2008


Quem me dera que eu fosse o pó da estrada


E que os pés dos pobres me estivessem pisando...



Quem me dera que eu fosse os rios que correm



E que as lavadeiras estivessem à minha beira...



Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio



E tivesse só o céu por cima e a água por baixo...



Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro



E que ele me batesse e me estimasse...



Antes isso que ser o que atravessa a vida



Olhando para trás de si e tendo pena...

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